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03 dezembro 2006

SANTO PADROEIRO

O texto abaixo extraí de uma página que visitava hoje. Muito apropriado e
interessante. O site é do Pedro, convido vocês a visitarem e quem sabe, ajudar.




SANTO PADROEIRO


(Texto extraído do Jornal "O Lírio" - Corpo de Voluntariados da AACD)


Muitas mulheres tornam-se mães por acidente, algumas por escolha e umas poucas por hábito. Este ano no Brasil, dez por cento das crianças que nasceram são deficientes.

De alguma maneira visualizo Deus pairando no ar, sobre a Terra, selecionando seus instrumentos de propaganda com muita deliberação e atenção. Conforme observa, vai instruindo seus anjos para anotarem em um grande livro. "Para Antônio e Elizabete mande um menino. Santo Padroeiro....São Mateus. Para Francisco e Cristina, dê-lhes uma menina. Santa Padroeira... Santa Cecília. Daniel e Sônia,.... gêmeos. Santo Padroeiro... dê-lhes São Geraldo, ele já está acostumado a profanações".

Finalmente passa um nome ao anjo e sorri: "Dê-lhes uma criança deficiente". O Anjo curioso pergunta: "Por que a eles Senhor, se eles são tão felizes?!

"Exatamente por isso, poderia Eu dar uma criança deficiente à uma mãe que não soubesse sorrir? Seria cruel demais!"

"Mas ela é paciente?" Pergunta o Anjo.

"Não a quero paciente, ou mergulhará num mar de autopiedade e desespero. Uma vez passado o impacto do choque e do ressentimento, ela saberá controlar a situação. Eu a estive observando: Tem a sensibilidade e independência tão raras e necessárias a uma mãe. Veja a criança que vou lhe dar, ela terá seu próprio mundo, e isso não é fácil."

"Mas Senhor, nem mesmo sei se ela acredita na sua existência!"

Deus sorriu, "não importa, nisso posso dar um jeitinho. Sim, ela é perfeita! Tem o egoísmo suficiente."

O Anjo assustou-se: Egoísmo? E isso é virtude?"

Balançando a cabeça afirmativamente Deus respondeu: Se ela não conseguir separar-se ocasionalmente de seu filho, não sobreviverá.

Sim, aqui está a mulher que abençoei com uma criança menos que perfeita. Ela ainda não tem consciência disso, mas é uma escolhida.

Ela nunca desprezará uma palavra dita, nunca considerará um passo como corriqueiro. Quando seu filho pela primeira vez puder dizer "MAMÃE", ela presenciará um milagre e saberá que é um milagre. À ela darei o Dom de ver claramente o que eu vejo, ignorância, crueldade, preconceito ... e dar-lhe-ei o Dom de passar sobre elas, nunca estando sozinha. Estarei a seu lado cada minuto de cada dia de sua vida, porque ela estará fazendo meu trabalho tão bem como se estivesse aqui a meu lado."

"E o Santo Padroeiro, quem será?" Perguntou o Anjo com a caneta suspensa no ar.

Deus sorriu:

"Um espelho, para a mãe, será suficiente".

25 novembro 2006

O meu ninguém tasca - Ailin Aleixo

Não preciso que ninguém pague a minha conta do restaurante: eu trabalho desde os 20 anos e posso muito bem arcar com o preço da minha almôndega. Não preciso que ninguém puxe a cadeira para que eu sente: tenho braços e o mínimo de coordenação motora para realizar a tarefa. Não preciso que ninguém abra a porta porta do carro para eu entrar: posso muito bem fazer isso sem cair de cara no meio-fio. Realmente eu posso fazer tudo isso aí sozinha. Mas adoro quando um homem faz para mim.
Cavalheiros são uma raça superior, rara. E mulheres que sabem receber essas delicadezas sem chiliques nem ataques de fúria também. Porque nada mais ridículo do que uma feminista ensandecida que interpreta uma simples gentileza masculina (o fofo chamar o garçom para servir o vinho, por exemplo) como uma ameaça devoradora à sua independência. Parece que ele está querendo extirpar o clitóris da cidadã. Ah, vá catar coquinho! Toma o vinho e pronto: deixe o cara ser homem e cuidar de você. Ou tenha um ataque de "somos iguais e eu é que chamo o garçom" e arque com as conseqüências de ser uma mala sem alça (solidão, gato no colo, cobertor sobre os pés, teia de aranha em diversos lugares): ninguém é obrigado a agüentar seu grau de insegurança patológica.
Eu adoro mimos masculinos. Quanto mais flores chegarem ao meu trabalho, melhor. Se quiser ficar do lado da rua enquanto andamos na calçada, tudo bem. Não me sinto menos independente nem ameaçada na minha liberdade porque ele prefere que eu não seja atropelada. Será que dá para relaxar um pouco e nos permitirmos ser mais "mulherzinhas"?
É uma tremenda mentira dizer que afagos cavalheirísticos não fazem falta nestes tempos de tantas obrigações e cobranças, nesta época de deveres infindáveis. Para que nos privarmos de coisas tão boas quanto ele colocar sua jaqueta sobre nossas costas numa noite de vento frio? Aceito ser a parte mais fraca se isso significa ser cuidada com carinho.
Mas homem cavalheiro é um troço mais difícil de achar do que calça 42 em ponta de estoque. E a culpa é só nossa: se parássemos de reclamar da falta de modos e galanteios dos machos da espécie e nos tornássemos melhores professoras (seja como mulheres, seja como mães), todas estaríamos mais satisfeitas. No final das contas, eles são frutos da nossa educação. Se a maioria tem o grau de gentileza de um hooligan é porque deixamos de mostrar que ser zeloso não é sinônimo de ser veadinho e que ser carinhoso não broxa. É porque nos omitimos na hora de apontar a trilha certa e só saímos da moita no momento de dar bronca porque eles enfiaram o pé no estrume.
Você sonha com um homem que sirva a bebida e ligue para dizer boa-noite? Crie o seu.


Recebi por email e é apropriadíssimo para estar aqui... criando o
meu homem sonhado.

16 novembro 2006

Nem venha com piedade porque piedade não é amor ...

Seu Nome
Luiza Possi
Composição: Vander Lee

Quando essa boca disser o seu nome, venha voando
Mesmo que a boca só diga seu nome de vez em quando

Posso enxegar no seu rosto um dia tão claro e luminoso
Quero provar desse gosto ainda tão raro e misterioso do amor...

Refrão:
Quero o que você me dê o que tiver de bom pra dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia

Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo cuidado

Não traga a tempestade depois que o Sol se pôr
Nem venha com piedade porque piedade não é amor